terça-feira, 15 de julho de 2014

O MEDO DOS MEDOS



Somando-se os medos
Subtraindo as duvidas
O que resta? Qual resultado?
Qual é a certeza? O que se obtêm?
Nesta matemática não exata
Duvidas antecedem o medo
Qual o coeficiente e seu denominador?
Como controlar o que nos controla?
Dominador comum para humanidade
Nesta matemática não há ciência alguma
Medos se aglutinam num louco teorema
Medo de se envolver...
Medo de sentir
Um medo de revolver as entranhas
Medo é apenas auto preservação
Medo de sentir coisas estranhas
Má temática imprecisa
Faltam dados sobram dardos
Se isto é um jogo, quais são as regras?
Medo da verdade...
Medo de mentir
Medo de cativar...
Medo de se apegar
Medo de se enganar...
Medo de ser enganado
Medo de ser feliz,
Medo de não ser.
Medo de ser mais um...
Medo de ser mais uma...
Somando os medos obtêm divisões
Dividir o tempo, dividir a vida.
Divisor de águas e dividir o futuro
Dicotomia do eu, subtrair o eu.
Medo de não ter mais medos
Matemática de dois co-cientes
Ou seriam inconscientes...
Mais com mais igual a mais
Mais com menos igual a menos
Menos eu e mais nos
Saber que Para sermos um par
Aceitar que ainda somos ímpar
Várias são as possibilidades
Abcissas e paralelas
Caminhos não co-lineares
Não há como avaliar resultados
Matemática fractal e fatal
Sentimentos não se quantificam
Nesta matemática o X é o medo
Meu medo e seu medo
Apenas Causa e consequência
 Com sequência de fatos sem controle
Não ter medo é não conhecer o perigo
Somando se os nossos medos
O que obtemos mais medos
Ou concreta certeza de estar junto


AGORA ACABOU

Quando conclui que estava tudo encerrado
E tu dizendo que não quer ter namorado
Não entendi, nada havíamos começado
Mesmo abalado, resolvi acatar o teu recado

Mesmo que com teu amor embriagado
Perdi o rumo, fiquei descompassado
Não entendi o que havia se passado
E acabei ficando triste e amargurado

Me sentindo como cão abandonado
Ou como um escravo que foi libertado
Não entendia porque fui rejeitado

Mas o desejo de ver-te me deixa alucinado.
Ah! Quanta amargura por tudo ter se acabado,
Sem ao menos, um beijo haver-te roubado.



CONSIDERAÇÕES MALDOSAS

Algumas considerações sobre este conflito antagônico que rege os passos da humanidade direta ou indiretamente. Digamos que o mal é dinâmico, enquanto o bem é estático, o bem requer paz, paciência e virtude... Já o mal. o mal requer ação... E essa é a chave, o mal quer qualquer tipo de desequilíbrio. Quando o bem e o mal combatem, já é meia vitória do mal, pois a AÇÃO de batalhar já é danosa. Enquanto o bem se refugia no coração e defende uma vida calma e pacífica...
O mal só quer evitar isso, e o bem, de mãos atadas por vontade própria, não pode nem se defender, e isso fortalece o mal. Julgo me errado nesta afirmação, não por ser ela incorreta, mas por ser no mínimo desesperadora. Mas no final é o combate que importa, a ação é o que causa a reação e com isto mudanças.
A milhões de “Se...” na mente humana, mas nem um em suas ações. Ação e reação. Bem e mal. Eu não convenceria ninguém dizendo que sou bom. Ou melhor, sou bom naquilo que faço e às vezes isto não é nada agradável de se ver. A virtude se encontra tanto em um grande amigo quando em um inimigo digno! Mas a luta maior e mais feroz é pessoal, e mais pessoal que isto é impossível porque no final é só você contra você mesmo. Mas ter num inimigo é bom... Ele nunca ira te decepcionar, pois você não confia nele. E nunca você vai se espantar com ações que te prejudiquem, pois isto já e esperado. e no final isto te força a melhorar e ser maios que o desafio.
Mas isto não é um elogio para maldade fazendo frente ao “Elogio da Loucura” ou um Interno Retorno para ser posto a prova como foi o “Eterno Retorno". Isto tudo nada mais é que falta de inspiração e um pouco de insônia acumulada

O TEMPO PASSA


O que deixamos para traz nesta vida... 
É a lembrança de quem fomos e do que fizemos.
Uma sombra por vezes é o nosso rastro... 
E no caminho; eu vi o colorido e o verde da primavera. 
Dar lugar ao dourado e brilho prateado do verão,
E este dar lugar ao cobre e o castanho do outono.
E tudo isto ser engolido e coberto pelo cinza do inverno.
Este é o sentido da vida o novo ficar velho.
O Belo se tornar feio e vice-versa.
Mas identificar isto não me tornou mais sábio.
Talvez apenas mais melancólico diante deste
Ciclo de vida e morte... Renascimento.
Mas afinal o que é sabedoria?
Não é saber exatamente o que esta no fim. 
E sim talvez aceitar o inevitável fim.
Pois afinal o tempo não passa...
   Nós e que passamos.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A LIVRE QUEDA




Algumas vezes sonhamos...
Outras sonhamos que acordamos
Será que algumas vezes sonhamos?
Acordamos se estamos caindo?
Estamos em queda livre
Por vezes acordamos antes da queda fatal...
Às vezes voamos quando caímos...
Algumas vezes acordamos
Uma absurda queda para o alto
Rumo ao infinito rumo ao fim
Somos desafiadores do desconhecido
Temos medo das alturas
A realidade dentro do sonho
O sonho dentro da realidade
A realidade dentro do real
Um sonho dentro do sonhar
Às vezes acordamos... E às vezes...
Às vezes a queda mata você...
Estamos em livre queda
Mas a queda não mata...
O impacto é o que mata...
Acorde...  e continue sonhando.


SE



SE

Se tu por qualquer coisa perde calma
Se para os outros empurra a culpa
Se por ninharia vende diariamente a alma
Se não usa: obrigado e tão pouco desculpa
Se a outros infringe grandiosos males
Se não podes deixar de ser mentiroso
Se os fraudulentos para ti são pares
Se não podes deixar de ser jactancioso

Se tu vives num mundo de fabulas e sonhos
Se a eles recorre como fuga da realidade
E dele se torna um escravo tristonho
Ou nunca admite a mais óbvia verdade
Se tu desesperasse nas derrotas
Ou se humilha e pisa o perdedor
Se tu da justiça segue em rota oposta
E em tudo se autoproclama vencedor

Se ao obtiver qualquer tipo de poder
Ignora quem sempre te apoiou
Se não sente remorso ao se corromper
E até mesmo disto se vangloriaste
Ignora totalmente o sofrimento alheio
Se sempre vê o lado mais pessimista
Ou se destes apenas maus conselhos
Se teu mote é: Não adianta desista 
 
Se és vil, mesquinho e um opressor 
Se a outros semeia discórdia e rancor
Se facilmente faz apenas maldade
E se continua assim ano após ano
Se de tudo e todos faz mau juízo
Se for difícil compreender a bondade
Se fizer apenas um item de tudo isso
Tu és o que é apenas um ser humano