quinta-feira, 10 de julho de 2014

NUNCA MAIS

NÃO CONHEÇO ALGO MAIS FÚNEBRE
SEU PODER É FATAL E ESMAGADOR
EM CADA DESPEDIDA SE FORTALECE
ESTA OCULTA EM TODO ADEUS
É O ÁPICE DO PONTO FINAL
Nunca Mais É COMO O MURO DA MORTE
ESCRITA INVISÍVEL NA LAPIDE
É COM O OLHAR DO MORIBUNDO
SEM ESPERANÇA, FRIO E VAZIO.
SOTERRANDO TUDO E TODOS
GUARDIÃO DO PASSADO E DO FUTURO
ESTE VÉU ESPESSO E PESADO
NO Nunca Mais REPOUSA O FIM DE TUDO
JUNÇÃO DE DUAS PALAVRAS TÃO DISTINTAS
NO Nunca ESTA ENCRUSTADO O FATÍDICO FIM
NO Mais TRADUZ TODO DESEJO DE INFINITO
UM TUDO ACABA E TUDO LIQUIDA
O OUTRO TUDO QUER E NÃO SE SACIA
JUNTAS É UM INTRINCADO PARADOXO
Nunca Mais É O FIM DE TODO SONHO
UMA ESCURIDÃO FRIA E SEM VOLTA
ÀS VEZES SERVE PARA A FALSA SEGURANÇA
COMO UM SELO PARA FIRMAR UM CONTRATO
NAS PRO MEÇAS E RESOLUÇÕES DA VIDA
E CRIA E ALIMENTA FALSAS ESPERANÇAS
POR SER UMA SENTENÇA DÚBIA
OCULTA DAS JURAS DE AMOR ETERNO
ELA ESTA EM TUDO QUE NOS CERCA
ATÉ NO FATÍDICO EMINENTE FINAL
E A PRONUNCIAREMOS SINCERAMENTE
PELA ULTIMA E DERRADEIRA VEZ Nunca Mais


quarta-feira, 9 de julho de 2014

ESTOU CHEIO DE VERSOS

Estou cheio de versos, a poesia me assombra
me cerca azucrinando e pedindo para sair
embriagado com letras a ponto de cair
rimas brancas, sonetos seguem-me feito sombra

tudo é motivo para fazer mais um verso
por conta de uma frase, um gesto um olhar
penso em uma rima e logo surge um par
isto só pode ser obra de um genio perverso

o mesmo que um dia assombrou Descartes
penso logo existo...já não consigo pensar
tento fazer uma limpeza em uns descartes

Gostaria de passar este fardo louco
mas quem esta loucura vai querer aceitar
por isto continuarei bardo mais um pouco



terça-feira, 8 de julho de 2014

AMOR À PRIMEIRA VISTA

Bom, estava eu aqui pensando… e já sei que isso não deve ser fácil de vocês acreditarem, mas às vezes eu faço isso, tudo bem que fico com dor de cabeça.
Essa história de amor à primeira vista, eu acho uma loucura, e é muito fácil de perceber isso, basta utilizar à lógica.
Pois bem, não é raro as pessoas perguntarem como seria o nosso par ideal ou o nosso amor ideal, (já vemos um erro aqui, se é ideal ele é uma ideia) todo mundo responde assim: Tem que ser honesto, carinhoso, romântico e atencioso... No caso das mulheres elas completam mentalmente, “ter dinheiro” e no caso dos homens o complemento é o seguinte: “ser gostosa”. Não vamos brincar de se enganar, mas note que em nenhum dos casos aparece a palavra BONITA, BONITO, Gostosa, sarado...
Mas geralmente é isso que todos procuram, mas este não é o caso.
Pois bem… continuando com essa lógica… Eu quero saber... como é que vocês…. Ao ver um cara dentro de um metro, ônibus, no carro ou em um parque na balada, numa fila ou na P.Q. P.,  como é que alguém em sã inconsequência consegue saber só de uma olhada que o #$%*@, parado ali na sua frente é: HONESTO, CARINHOSO, ROMÂNTICO e ATENCIOSO E O  #@#@%&* A QUATRO?

Pois é a razão quebrando mais um mito

segunda-feira, 7 de julho de 2014

AMOR EM QUATRO ATOS ( Quatro Atos)

O que deve ter um poeta para estar completo
Deve ter uma tragédia de um amor falecido,
Aspirar um amor inebriante apenas idealizado
Claro que deve ter uma culpa de um amor perdido,
E não devemos esquecer o não correspondido
Para poder escrever sobre pelo menos três
Dois remetem sempre a passado
Dois estão no impenetrável futuro
O idealizado nunca será alcançado
É um devaneio louco apenas uma idéia
E ha a lapide para confirmar a separação
Já o amor perdido deixa o peito ferido
Serve apenas para se aprender uma lição
O platônico é mais clássico de todos
Pois de alguma maneira não é correspondido
Entre o não consumado e o que ha de fato
Todos são similares nunca estão no presente
Sempre são amores distantes... Ausentes.
Destes quatro, tenho cinco... Dois são repetidos
Mas isto não me faz ser o maior poeta do mundo
A sina do poeta é estar sempre só? Claro que não.
É estar com os versos e nunca com quem os inspirou.



A MUSA

Todo poeta deve ter uma musa
Um ser único, dúbio e original
Apenas reflexo de uma mente difusa
Que cause tanto bem quanto o mal

Inspirando mesmo distante de mim
Eu a esmo vagando indo além do mundo
Considero-te um principio e não um fim
Quanto a mim continuo tolo e vagabundo

Faz-me comparar-te a uma deusa de um panteão
Para lembrar nos de nossa condição imperfeita
Faze me esquecer do criador e me torno pagão
E começo a desejar uma parte perfeita

És apenas um ideal uma inspiração
Uma lembrança de uma era etérea
Um suspiro, um prender de respiração
Uma parte indivisível da minha matéria

Não apenas uma influência oculta e magica
Que me toma as noites  e o meu ínfimo tino
Estou ciente que és em parte bem trágica
Uma faceta de  pensamento do divino

Vejo não só uma bela e silente inspiração
Teu escultural corpo te faz ser desejada
Teu olhar uma mera e necessária distração
Para uma mente claramente turva e aluada

Guardiã dos meus caminhos e versos
Mas versos sem destino não se perdem
Eles estão livres sem proposito e dispersos
Pois sentimentos nunca se perdem