segunda-feira, 7 de julho de 2014

A MUSA

Todo poeta deve ter uma musa
Um ser único, dúbio e original
Apenas reflexo de uma mente difusa
Que cause tanto bem quanto o mal

Inspirando mesmo distante de mim
Eu a esmo vagando indo além do mundo
Considero-te um principio e não um fim
Quanto a mim continuo tolo e vagabundo

Faz-me comparar-te a uma deusa de um panteão
Para lembrar nos de nossa condição imperfeita
Faze me esquecer do criador e me torno pagão
E começo a desejar uma parte perfeita

És apenas um ideal uma inspiração
Uma lembrança de uma era etérea
Um suspiro, um prender de respiração
Uma parte indivisível da minha matéria

Não apenas uma influência oculta e magica
Que me toma as noites  e o meu ínfimo tino
Estou ciente que és em parte bem trágica
Uma faceta de  pensamento do divino

Vejo não só uma bela e silente inspiração
Teu escultural corpo te faz ser desejada
Teu olhar uma mera e necessária distração
Para uma mente claramente turva e aluada

Guardiã dos meus caminhos e versos
Mas versos sem destino não se perdem
Eles estão livres sem proposito e dispersos
Pois sentimentos nunca se perdem




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